Bandolim está fora da Escola de Música de Brasília
Reproduzimos abaixo a mensagem do bandolinista Jorge Cardoso sobre as mudanças ocorridas da EMB. Aguardamos contato da escola para eventuais explicacões.
"Minhas saudações.
Enquanto que, no Rio de Janeiro, louvamos a Universidade Federal do Rio de Janeiro na criação do primeiro curso superior/bacharelado em bandolim no Brasil, a Escola de Música de Brasília exclui concurso público de caráter temporário para professores de bandolim, cavaquinho e Violão de 7 cordas...
Soube desta notícia neste momento, por intermédio de caro colega professor de cavaquinho da Escola, sendo esta exclusão já publicada em Diário Oficial, de concurso público para os instrumentos Bandolim, Cavaquinho e Violão de 7 cordas na Escola de Música de Brasília.
Por qual(s) motivo(s) tais cursos foram excluídos sem a comunicação e decisão dos alunos da Escola? O alunos e professores poderão ser penalizados dessa maneira? E os cursos dos referidos instrumentos em andamento?
Neste momento, sobretudo os estudantes destes instrumentos deverão buscar uma resposta urgente visando uma solução por meio de reunião com a atual diretoria da Escola de Música de Brasília. Um abaixo assinado relatando o ocorrido e os prejuízos advindos dessa decisão deverá ter a participação de alunos e professores.
No meu caso, mesmo não fazendo mais parte do quadro de professores da Escola(onde lecionei de 2002 a 2004 e de 2009-2010 aprovado por concurso público), desejo que a solução seja encontrada com brevidade. Esta situação problemática deve ser divulgada e defendida em prol da continuidade destes cursos profissionalizantes na Escola de Música de Brasília. A participação de todos vocês é de fundamental importância na defesa democrática do direito de todos.
Encaminho esta mensagem ao site de bandolim, onde sou colunista e a vários anos divulgo o curso de bandolim da Escola de Música de Brasília, que sem vocês não teria sentido de existência.
Um abraço em todos vocês,
Jorge Cardoso"

Comentários
Enviado por Maria Claudia A
Enviado por Maria Claudia
A gente que acredita numa identidade cultural nossa, que defende a conservação da memória, que ama a música e sabe que o chorinho é a nossa "mais popular música erudita nacional", fica perplexa com esse tipo de atitude.
Infelizmente a todo momento topamos com esse tipo de ato de ignorância e, o que é pior, ignorância com poder.
Se tivessem alegado bons motivos para fazerem isso, tenho certeza de que haveria dezenas de colegas prontos para desmenti-los e solucionar o impasse. Mas nem isso apresentaram. Que tipo de comprometimento tem essa escola? Não é com a formação dos estudantes, pelo jeito.
Estou de acordo com quem diz: Protestemos! Não temos que nos calar.
E protestar só no nosso nicho, entre iguais, não resolve. Vamos inundar a caixa postal da escola de Música de Brasília com apelos sensatos, mas veementes. As rádios da região. A imprensa. A TV. Até os órgãos de defesa do consumidor...
Querer matar a música brasileira é um ato de rendição ao colonialismo. É matar cada uma de nossas almas.
EMB
Eu quero saber o nome desse retardado que administra essa escola !!!!!
Babdolim discriminado.
ola, meu nome e Wilson ja fui aluno da EMB em 2008, quando fui sorteado na disciplina de Bandolim, ao começar as aulas, ja tivemos uma noticia nada boa, de que não teriamos professor, e que um professor de violoncelo é que seria nosso prof ate arrumar um, ja achei isso uma tremenda falta de respeito com a gente, se não tinha professor nem interese da escola em manter o curso pra que abrir vagas, pra fazer a gente de palhaço, ou se apareçer pra mídia, ja que fizeram muita propaganda do referido curso, agora fico sabendo que o curso foi banido da escola, falta de respeito com a comunidade, falta de compromisso, falta de palavra, e falta de vergonha, com certeza os caras que tomaram essa decisão, não tem nenhum compromisso com a musica, nem com a comunidade brasiliense, pena que a gente não tem como saber os responsaveis por isso, para mostrar a cara deles a comunidade, e mostrar o nosso desafeto. O que diria os famosos do choro se soubessem disso. pixinguinha levantaria do tumulo. obrigado EMB.
BANDOLIM, CAVACO E VIOLÃO TOCAM A MUSICA BRASILEIRA
Amigos, isto é INACREDITÁVEL e INACEITáVEL por toda a sociedade brasileira. Temos que ir aos politicos que conhecemos, as autoridades e até a OAB (que defende os direitos dos cidadãos), pois não podem retirar os mestres desses instrumentos, que ensinam milhares de JOVENS a ter um hobbie e ate profissão - aprendendo a tocar estes instrumentos, especialmente no Chorinho, a genuina música brasileira que vem desde os tempos do Império, com Chiquinha Gonzaga e Calado. Choro que ajudou dar origem ao nosso Samba - com todas suas variações. O Bandolim, Cavaquinho e Violão 7 Cordas são isntrumentos que solam e acompanham inumeros cantores - são esseciais numa roda de choro - quem desconhece Luperce Miranda, Jacob Bittencourt, Evandro, Ronaldo, Déo Ryan, Joel Nascimento, Jorge Cardoso, Marco de Pinna, Bruno Ryan, e inumeros instrumentistas do maravilhoso Bandolim? Instrumento que passou, com todos eles, a ter o seu jeito brasileiro de tocar - e graças aos mestres que nos ensinam?
Querem acabar com a Cultura e o Ensino brasileiro e perguntamos: Por Quê? Vamos lutar - vamos fazer abaixo assinados e encaminhar. Evandro Bogéa - Curitiba-PR (e amante do choro e samba brasileiro).
Falta tradição nesta nação
Esse fato mostra a dificuldade que o nosso país apresenta em erguer a sua própria bandeira. Em outras palavras, é notável como encontramos problemas quando o assunto é tradicionalizar a nossa educação.
Estamos sempre copiando idéias e pensamentos de famosos europeus, mas na prática, o básico não fazemos que seria buscar as nossas raízes, valorizá-las e depois desenvolvê-las com diginidade.
É um absurdo este descaso, mas infelizmente explica entre outros porque estamos ouvindo "músicas" tão ruíns nos dias atuais.
Hallyson de Oliveira - http://educacaomusicaleoseculoxxi.blogspot.com/
Obrigado!
Caros amigos,
Saudações musicais!
Obrigado pela solidariedade e participação de todos voces. Desejo que nossa participação e exposição de ponto de vista tenha um bom efeito na questão.
O curso de bandolim, cavaquinho e violão 7 cordas na Escola de Música de Brasília sempre funcionou por meio de "Contrato temporário", sendo renovado por concurso público anualmente. Essa situação perdura a mais de dez anos! Esse contrato não deve ser temporário e sim "efetivo" de direito. O contrato temporário atribui uma "função temporária" apenas.É uma situação no mínimo injusta, e na minha opinião não deveria ser justificada por lei neste caso. No entanto não é isso o que acontece. Os professores não costumam escrever, não falam nada e tudo fica na mesma.
Quando pedi para sair do cargo de professor de bandolim, estava muito cansado dessa condição injusta não só comigo para com os meus colegas professores e alunos. O site de bandolim está sendo um local onde, com um alto nível de comentários, está retratando uma realidade que precisa ser melhorada. Desse modo, é uma forma de defesa e respeito às tradições musicais brasileiras assim como aos profissionais que as defendem e a divulgam, sobretudo o choro, aqui representado pelos instrumentos excluídos.
Os músicos do choro deveriam se movimentar, e até mesmo criar um sindicato onde pudessem defender seus interesses. Muitas temáticas poderiam ser defendidas, por exemplo, a criação de cursos efetivos em escolas públicas e universidades deveria ser considerada como um direito nosso e um dever da administração pública... Para tanto, é necessária a participação de todos.
Não sou político, nem almejo ganhos com essa reinvindicação. Sou apenas um músico que gostaria de ver sua condição respeitada e amparada por uma legislação que ampare nosso trabalho de maneira justa. Do contrário, seremos alvo da política de quem não entende nada de música nem de consideração ao próximo.
Abraço e tudo de bom a todos.
Jorge Cardoso
www.myspace.com/jorgecardosobandolim
www.musicexpress.com.br/jorgec
EMB na contramão.
Vivemos a falsa revolução da re-inclusão do ensino de música na escola, agora obrigatório.
Pelo menos temos trabalho. Feito isso, existe a grande expectativa do que vai ser a nova sede do clube do choro em Brasília lugar que me proporcionou a oportunidade de ver shows incríveis.
Cada vez mais se percebe em Brasília a confluência dos gêneros musicais, a graduação da UnB é uma prova disso, e o mestrado uma extensão de que não cabe mais nos espaços de formação educacional, formatos restritos e exclusivos.
Quando cheguei em Brasília em 2007 fiquei impressionado com a quantidade de gente querendo estudar música de forma sistemática, pra qualquer que fosse o o gênero ou estilo. Não pretendo levantar bandeira para um setor da música brasileira, mas de fato o encerramento dos cursos de violão 7, cavaquinho e bandolim, vem sinalizar uma atitude despropositada dos diretores da EMB.
Ao contrário dessa decisão, vejo uma crescente "jazzificação" (nada contra!) da linguagem musical produzida naquele espaço.
Ora, se Brasília me pareceu fantástica porque conseguia promover o diálogo entre gêneros diversos, ao meu ver, retirar os cursos dos 3 instrumentos citados é retroceder e estratificar os setores de produção musical, é negar o caminho da diversidade cultural que Brasília, estranhamente, consegue promover.
Essa atitude apaga na memória da cidade os esforços de profissionais como Alencar, Gamela, Hamilton, Jorge, César, (entre outros) os atuais profissionais e alunos que se inspiram numa história de significados culturais e musicais da cidade.
Pablo Garcia
Mestre em musicologia pela UnB.
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Bandolim, Cavaquinho e 7 Cordas discriminados.
Venho deixar claro minha indignação a respeito da exclusão do cavaquinho, do bandolim e violão de 7 Cordas.
Sou professor temporário, de cavaquinho na Escola de Música de Brasília, a cinco anos. Possuo formação de curso de Licenciatura em Música na UnB e sempre me empenhei pelo funcionamento do Curso de Cavaquinho na Escola de Música de Brasília. Mesmo com as dificuldades, conseguimos retomar aulas e colocar , de novo, o curso em funcionamento.
A demanda de inscritos e participantes ao curso de Cavaquinho da Escola de Música de Brasília sempre foi intensa. Constatou-se este fato em todo período no qual trabalhei como professor. Atualmente, sendo professor com contrato de 20 horas, tenho sete alunos e administro a Oficina de Chorinho. Portanto, a demanda justifica o trabalho que realizo. Qualquer referência contrária não seria procedente visto que, se não tivesse a referida demanda, não teria ficado todo esse tempo nesta função.
Poderia inclusive ter 20 alunos, se não fosse o afunilamento inicial promovido pela Escola, através de prova teórica pois, dos 22 alunos inscritos para cavaquinho, só 3 passaram na prova teórica e 2 foram matriculados.
Ficam 2 perguntas: porque não matricularam os 22 alunos , se eu como professor estava à disposição para fazer 40 horas? porque não os matricularam na turma iniciante de teoria?
O contrato temporário da Escola de Música em caso de exercício de mais de 5 anos de vigência deveria tornar-se efetivo tanto para cavaquinho como para Bandolim e violão de 7 cordas. No entanto não é isso o que acontece infelizmente. Acontece uma situação injusta de um “contrato temporário” com caráter de efetivo a vários anos...
Um abraço a todos,
Luis Carlos Orione de Alencar Arraes,
Carrapa do Cavaquinho.
EMB
Decisão lamentável.
Altino Toledo, professor de bandolim do Conservatório de Tatuí/SP.
Mais um golpe na música - Bandolim em luto no DF
Sou aluno do curso de Bandolim da Escola de Música de Brasília, fiquei pasmo como que a diretoria da escola e o GDF podem agir desta forma, falam tanto em "democracia" e somos pegos de surpresa com uma noticia tão absurda desta, somos tratados como se não tivéssemos inteligência e fossemos aceitar qualquer coisa.
Em momento algum deste processo a escola de música falou ou sinalizou que o curso de Bandolim seria finalizado. Com a saída do professor Jorge Cardoso da instituição foi sinalizado que somente teríamos outro professor no ano de 2011, pois não teriam tempo hábil para um novo processo de seleção este ano.
A escola de música deveria ser a grande incentivadora do ensino e do fortalecimento das origens e da cultura, como é o caso do chorinho, do samba, e demais tradições da música brasileira onde são tradicionalmente usados esses instrumentos que serão extintos do currículo.
Entretanto, o que está sendo feito? Estão excluindo os cursos que ainda preservam as origens deste seguimento cultural brasileiro.
Gostaria de registrar a minha indignação e frustração com esse episódio.
Helder Guedes
aluno do curso de bandolim da EMB
ATÉ FALTA ABSURDO NISSO.....
Como classificar tal descaso? Falha administrativa ?
Seria muita ingenuidade de opiniões e críticas. Mesmo não fazendo parte do quadro de alunos e professores, é no mínimo um desrespeito aos estudantes e profissionais da música em BSB. Um constrangimento sem precedência. Uma ruptura no incentivo e no resgate cultural do país. A precariedade administrativa não se mobiliza às soluções, se entrega à inercia e à incompetência.
Devemos então protestar,denunciar e coagir contra tanta falta de absurdo !!!
Fortaleza, CE.
Fabiana Paim
SUGESTÃO E LINK
Ó eu de volta aqui! É que me ocorreu uma idéia e aqui vai a sugestão. Que tal organizar um evento com os alunos (formados e não formados) e professores desses três cursos da Escola de Música de Brasília? A participação especial de grandes nomes do bandolim, cavaco e sete cordas, além de outros instrumentos ligados ao choro, seria interessantíssimo...É claro que a corda deve puxar para o choro, né? rsrs..Junte os estudantes e professores de outros instrumentos e de outras instituições e o movimento terá mais visão ainda. Durante o evento seriam arrecadadas assinaturas pedindo a volta dos cursos e do concurso. A mídia pode colaborar muito! Sei que posso ajudar muito pouco , mas é de coração e alma. A propósito, o link para acessar o post sobre o assunto é este aqui http://nicepinheiro.blogspot.com/2010/06/uma-cria-e-outra-exclui-nao-pod...
abraços,
Nice Pinheiro
REVOLTANTE...
Pois é. A falta de respeito pela música e pelos músicos é cada dia maior neste país. Dificilmente isso aconteceria no esporte. Existe toda uma mobilização em relação ao esporte na educação, já em relação à música....Qualquer dia vão acabar com a música no Brasil! Literalmente falando, ok? O que mais me impressiona é isso acontecer justamente em Brasília, onde desde 1977 temos o mais conceituado Clube do Choro do país! Sergio Cabral (o historiador musical e jornalista), afirma que o Clube do Choro de Brasília é uma das instituições culturais mais importantes do país. E, por que será? Bandolim, Cavaquinho e Violão Sete Cordas. A Escola de Música de Brasília está suprimindo o aprendizado destes três instrumentos. Pior do que isso. A Escola de Música de Brasília está suprimindo o direito dos alunos já matriculados e dos que estariam interessados em estudar estes instrumentos. Acredito que o caso necessite de algo além de um abaixo assinado. Já pensaram em recorrer à Justiça? Jorge, sei que pouco posso contribuir, mas uma coisa que posso fazer é divulgar no meu blog, o que será feito em alguns minutos.
Um grande abraço
Nice Pinheiro
Mais um golpe certeiro na nossa música!
Que absurdo, Jorge!
Estamos inconformadas. A sensação é a mesma de perder um amigo, sem que se possa fazer nada para salvá-lo. Realmente uma tristeza...
Mais um golpe na nossa música... haja resistência!
Quando as autoridades vão se tocar de que a nossa música deve ser valorizada e preservada. Segundo Gilberto Freyre foi a música que uniu o brasileiro, nós nos tornamos brasileiros pelos ouvidos.
E olha que é verdade. Com o surgimento do choro foi possivel que negros, brancos e mestiços tocassem juntos sem nenhum tipo de preconceito. O choro uniu todas as raças que aqui viviam em uma só. Que música generosa o choro... e muito antes da bossa-nova o choro já levou o nome do Brasil para o mundo, colocando o nosso país, ainda no início do século XX, na lista dos países com a melhor produção musical popular do mundo.
Como vão cortar os cursos de bandolim, cavaquinho e 7 cordas? Eles são tão brasileiros, tem tanto da nossa alma... são um símbolo nacional.
Está na hora de abrir os olhos, e ver que esta terra não é apenas o país do futebol e das belas mulheres.
Quando o brasileiro vai amar e valorizar seu país?
O Brasil só vai andar mesmo quando isso acontecer...
Realmente uma pena, Jorge. O Brasil ainda vai pagar um preço altíssimo (já está pagando) por atitudes como essas...
Conte conosco.
Um abraço,
Corina, Lia e Elisa
www.chorodas3.com.br
Descaso do GDF com a cultura!!!
Um absurdo o descaso do Governo do Distrito Federal para com o choro. Brasília é tida como um dos celeiros do choro no Brasíl. Contudo, o GDF vai no sentido inverso da valorização das tradições da MPB na Capital Federal. Certamente dinheiro para o financiamento do mensalão não falta....
Germano.
EMB remando contra a maré...
Caro Jorge, é no minímo desanimador receber uma notícia como essa. Vivemos um momento muito fértil no relacionamento da academia e a música popular desenvolvida no Brasil. Já existe uma grande quantidade de pesquisas produzidas na área e aos poucos as grandes Universidades começam a abrir cursos de graduação e pós-graduação em música popular, a exemplo da Universidade Federal da Bahia que começou suas atividades na área popular em 2009. No entanto a EMB parece ter tomado o rumo contrário a esse processo, extinguindo cursos que já estavam funcionando.
Vamos aguardar mais detalhes e ver a possibilidade de reverter essa decisão. É realmente uma lástima, ao invés de reivindicarmos a abertura de mais cursos precisamos nos mobilizar para não perdermos o que já foi conquistado.
Almi Côrtes
Músico e pesquisador
bandolim
absurdo!!!
Menos bandolins na "Capital do Choro"
Mesmo sendo uma pessoa que sempre espera uma explicação lógica ou um "voltar atrás", estou desolada com a notícia.
Foi em Brasilia que assisti o trabalho de Reco do Bandolim, de Chico de Assis e ao começo do estrelato internacional de Hamilton de Hollanda e de Jorge Cardoso.
Foi em Brasília que me apaixonei pelos saraus do saudoso Aziz e pelo Clube do Choro, cuja paixão tem-se refletido no meu trabalho do dia-a-dia e nos livros que produzi, inclusive um sobre o gênio do bandolim, Luperce Miranda.
Por isso, repito, a capital federal não pode carregar esse ônus. Autoridades, façam voltar os bandolins da EMB!
Marilia Trindade Barboza, pesquisadora de música
Lamentável...é o mínimo que
Lamentável...é o mínimo que se pode dizer, quando uma instituição de renome como a UNB toma uma decisão dessas. Ao que se saiba é função precípua de uma instituição de ensino zelar, preservar, divulgar as manifestações culturais genuínas de seu povo. Ao extinguir cursos de instrumentos com forte acento popular, no mínimo há um viés de entendimento e elitização... posturas contraproducentes num ambiente onde o livre pensamento e manifestação é fomento pra desenvolvimento intelectual!!
Contudo, devemos nos informar melhor acerca das motivações e alternativas á essa decisão. fiquemos atentos e vigilantes, sempre manifestando nossa indignação de forma civilizada.
abraços a todos!!
Raimundo Faria
Lamentável essa visão tacanha
Lamentável essa visão tacanha de certos dirigentes. Ao invés de fomentar nossa cultura musical, valorizando a didática desses instrumentos que são a própria expressão de nossa mais pura e autêntica MPB, parece que algumas mentes brilhantes trilham exatamente o caminho inverso. Quando pensamos que as coisas estão progredindo surge uma notícia como essa.
Douglas Segan - Porto Alegre/RS
EXCLUSÃO DO CURSO DE BANDOLIM PELA EMB
Tomei conhecimento através do nosso amigo Prof. Jorge Cardoso da exclusão do curso acima, e na qualidade de bandolinista autodidata e compositor, venho demonstrar o meu mais veemente protesto e conclamo os colegas bandolinistas de todo o País a enviarem e-mails,fax, e todo o tipo de correspondência dirigida à direção daquele Estabelecimento, pedindo que a medida seja tornada sem efeito, para o bem de todos aqueles que necessitam aprofundar os seus conhecimentos,
Fernando R. de Menezes (Fernando do Bandolim)
Salvador=Bahia
ferrame3@yahoo.com.br
BANDOLIM FORA DA ESCOLA DE MÚSICA DE BRASILIA
Foi com muito pesar que recebi a notícia de que o Bandolim está fora do Curso de Música de Brasilia.
É lamentável a insensatez dos que tomaram essa decisão.
Fica aqui o nosso mais veemenete protesto!
Adonias Araújo
Infelizmente, pessoas
Infelizmente, pessoas insensatas e desinteressadas naquilo que fazem, adam no caminho inverso ao da evolução e da valorização do que é nosso. O Brasil realmente é um país muito peculiar pois apesar de toda a histórica disseminação da ignorância por nossos governantes, que é passada de gereação em geração para o povo, o desleixo, o descaso e a corrupção das idéias, de caráter e comportamento, o Brasil é sempre uma cultura de destaque no mundo, seja no esporte, política, nas artes, na cultura e comportamento do nosso povo. Mesmo sem fazer nada para proteger e exaltar o que é bom do nosso país, conseguimos tocar com sensibilidade pessoas do mundo todo. Só aqui mesmo é que parece cada vez mais sem importância aquilo que muitos no mundo desejam ter: uma cultura riquíssima, música, dança, comportamento, abundância de recursos humanos e geográficos...! Um ponto aos que instituiram o curso de bandolim na UFRJ!!! Temos o melhor bandolinista do mundo nascido aqui, temos um som de bandolim único, nossos violonistas são há quase 2 séculos reverenciados, mas aí vem um bando de burocratas e destroem uma das poucas oportunidades de acesso ao conhecimento que temos da nossa própria cultura. Sem motivo, sem explicação, sem benefício algum a não ser para os próprios, em algum pensamento escuso e torpe.
Triste e irritante!
Rafael Ferrari
Um dia, a falta de "choro" nos fará chorar
Isto só pode ser decisão de ignóbeis, insensíveis e "desantenados" com a cultura musical brasileira. Notícia triste que nos leva ao choro. E o pior de tudo, é chorar sem "choro". Existe alguma chance de revisão da decisão? Podemos iniciar um abaixo assinado ou coisa parecida? Temos que nos mobilizar para impedir mais este acesso de contra-cultura deste governo acéfalo e caquético. Caso contrário, lamentaremos mais um atraso nas nossas universidades, que com certeza, logo será acompanhado de outros ainda mais marcantes. Logo será o fim do violão...
Violão, companheiro dileto, és meu único afeto, tudo que me restou...Meu violão meu amigo, nem ela nos separou, hoje amargo contigo, a saudade que ela deixou!
Wilde Bueno