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O Bandolim

Olá, amigos! Esta coluna será o ponto de encontro para quem está entrando no mundo do bandolim. O objetivo é conversarmos sobre as dúvidas frequentes dos iniciantes e traçarmos alguns caminhos para quem vai seguir adiante. Assim, é importantíssimo que os bandolinistas novatos por toda a internet façam contato para que a coluna melhore a cada publicação. Na nossa primeira coluna falaremos um pouco do instrumento, seu desenvolvimento e suas possibilidades.

De origem européia, o bandolim chegou ao Brasil pelas mãos de italianos e portugueses. Sua origem se confunde com a de outros instrumentos de corda mas peças escritas especificamente para o bandolim existem ao menos desde o período barroco. Sua utilização na música erudita ficou registrada em obras de mestres com Vivaldi, Mozart, Beethoven e outros. Quanto à produção popular, só pode ser melhor apreciada com a popularização da gravacão fonográfica, a partir do início do século XX. Espalhado por vários continentes, nosso instrumento se incorporou a diversas formas de músicas populares. Graças à sua versatilidade e portabilidade se adaptou a orquestras, festas de rua portuguesas, música indiana, rodas de choro e várias outras manifestações. Em outras colunas do site é possível ficar mais inteirado sobre algumas dessas formas de tocar o instrumento.

O bandolim é um instrumento polifônico, ou seja, capaz de produzir várias notas simultaneamente. Por isso se presta tanto para o papel de solista como o de acompanhador, como o violão ou o piano. No Brasil e no choro, usualmente estamos no papel de solista, fazendo as melodias, improvisos ou contrapontos. Mas é perfeitamente eficaz assumirmos o papel de um cavaquinho ou violão fazendo o "centro", ou seja, o acompanhamento rítmico com acordes. Músicos mais habilidosos são capazes de fazer simultaneamente melodia e acordes, num estilo que projetou Hamilton de Holanda e seu bandolim de dez cordas e está fazendo escola para nosso instrumento. Estaremos abordando aqui os princípios dessas funções, em uma visão geral sobre solo e acompanhamento.

Se você ainda não tem conhecimento básico de teoria musical (teoria, harmonia, etc.) o ideal é que procure um professor para acompanhar seus estudos e resolver logo no início eventuais problemas. Todos os assuntos tratados nessa coluna serão direcionados ao iniciante mas eventuais dúvidas sempre surgirão e nenhum site ou método pode substituir a ajuda de um bom professor. Aqui mesmo, no site Bandolim, é possível encontrar uma lista de professores em todo o país.

Fechamos esta primeira coluna com algumas sugestões de métodos
Infelizmente a bibliografia do bandolim ainda é pequena quando comparada com outros instrumentos mas existem bons métodos disponíveis, principalmente pela internet. Sabemos que a forma de tocar bandolim no Brasil é única mas publicações estrangeiras certamente podem nos ajudar muito, tanto em técnica quanto em nível de informação. O único método que se dedica à forma brasileira de tocar o instrumento é o Método do Bandolim Brasileiro, de Afonso Machado.

Na próxima coluna falaremos sobre a escolha de um instrumento, palhetas, cordas e outros acessórios.

Métodos sugeridos

Bandolim:
Método do bandolim brasileiro, Afonso Machado
The complete mandolinist, Marilynn Mair
Mandolim method, Rich Del Grosso

Teoria:
Teoria da música , Bohumil Med
Guia Teórico-Prático (Ditado rítmico), Pozolli
Harmonia - Método Prático vol. 1, Ian Guest
Improvisação vol. 1, Turi Collura

Fernando Duarte, músico e editor do Bandolim.net.

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